Arquivo de novembro, 2008
Os Maiores Erros do RH
Há coisas inexplicáveis que acontecem dentro das empresas. Inúmeros projetos e idéias sucumbem por erros e falhas que, após reconhecê-los, ficamos nos perguntando como não os notamos.
Faz sentido?
O que você faz profissionalmente tem algum sentido? Este sentido é pessoal ou profissional? É claro ou obscuro? Dar sentido à vida profissional é o maior desafio da área de gestão de pessoas.
Muitas empresas nasceram, cresceram e se estabeleceram sem um processo seletivo envolvendo dinâmicas, entrevistas, análise de competências. Às vezes me pergunto se a seleção para atividades públicas não é tão mais simples, ágil e eficiente. A verdade é uma só, não precisa ter o Q.I mais alto para saber como se portar e o que falar durante um processo seletivo. Muitas pessoas participam de processos de seleção pelo simples gosto pela competição.
Na contramão disso, novos métodos, testes e situações são aplicadas, mais pessoas analisam e observam os candidatos e o processo fica demorado, burocrático e repleto de ansiedades. A explicação quase sempre é a mesma, são muitos candidatos e precisamos optar pelos melhores.
Vamos parar com demagogias… Antes de tudo é preciso saber quem queremos selecionar. Saber quais atividades essa pessoa vai exercer, entender a dinâmica que envolve essa vaga. É aí que entram os diferenciais da gestão de pessoas, através de processos estruturados, descrições de cargos, planos de cargos e salários, restrições básicas como disponibilidade de viagens além das especificidades relacionadas ao grau de ensino.
Tenho um amigo que acredita que num processo de seleção a organização deveria falar o lado ruim da empresa, seus vícios e problemas. Mais vale uma disputa entre pessoas que sabem o que vão enfrentar do que um bom número de pessoas que não sabem nem a metade do que as espera.
Tudo bem que esta é uma idéia fora de cogitação, mas o número de desilusões que as pessoas tem após a admissão é algo incalculável. Muitas vezes essas desilusões vão consumindo o colaborador até que ele percebe não haver mais sentido para estar naquela empresa e a saída se dá com um enorme passivo trabalhista.
Por isso que afirmo que a estratégia de gestão de pessoas está no pré e pós seleção. O recrutamento é uma operação, um processo que deve ser regulado, simples e ágil. Dispor das ferramentas mais modernas de seleção não garante sucesso, afinal pessoas não são fórmulas matemáticas exatas, são na verdade incógnitas.
Perguntem-se sempre, faz sentido?
Equipe Dinâmica Pessoas
atendimento@dinamicapessoas.com.br
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