Crise e o RH: Pesquisa revela os impactos gerados pela crise na área de RH
E para quem acha que a crise não é tão profunda, a pesquisa mostra o contrário: 44% dos entrevistados estão pessimistas, e cerca 75% já implementaram ações buscando a prevenção de possíveis impactos negativos a curto e médio prazos – 43% seguiram uma decisão global, 39% adotaram determinações locais (país) e 18% em toda a região (América Latina). Estas ações incluem a redução de custos e a redução do volume de vendas e de produção.
No RH, a preocupação é com os processos de “recrutamento e seleção” e “remuneração”, os mais indicados (com 34% e 33% respectivamente) como os mais afetados na área. Já “avaliação de desempenho” e “planos de sucessão” serão os menos abalados pelos efeitos da crise.
Tomando os recentes eventos na economia e mercados financeiros, quais mudanças sua empresa acredita que podem ocorrer?
O congelamento de contratações aparece como o principal item de mudança nas organizações – 44% dos participantes já realizaram e 40% farão nos próximos 12 meses. Outro ponto abordado no estudo foi o orçamento destinado à área de RH para os próximos 12 meses. Mais da metade, 59% dos entrevistados, pretende manter o mesmo orçamento, enquanto que 35% planejam diminuir (média de 15%) e 6% querem aumentar (média 12,7% do orçamento). Outra forte tendência é o investimento em “retenção de pessoas”, onde 41% responderam que pretendem tomar alguma medida através de ações voltadas para planos de carreira e desenvolvimento, aumentos salariais e programas de mérito, e revisão e melhor comunicação do pacote de remuneração.
Em relação ao clima organizacional, quase metade dos entrevistados prevê que ele não seja influenciado pelo cenário econômico, enquanto 39% acreditam que o mesmo será atingido negativamente e apenas 13% positivamente.
A mesma consultoria realizou pesquisa semelhante em outubro do último ano, dessa vez nos Estados Unidos, concluindo que apesar de a maioria das companhias acreditarem que a crise financeira irá afetar seus programas de RH, há resistência em fazer mudanças drásticas em curto prazo. Mesmo assim, o estudo apontou que 19% das empresas pesquisadas já tinham realizado demissões e outras 26% esperavam fazer o mesmo nos 12 meses seguintes, bem como 30% já haviam congelado novas contratações e outras 25% também pretendiam congelar em até um ano.
E a sua empresa? O que vem fazendo para enfrentar a crise?
Inspirado em: VocêRH – http://revistavocerh.abril.com.br/noticia/conteudo_414561.shtml
Daniel Rios Viana
daniel@dinamicapessoas.com.br
