Uma nova roupagem para a Gestão de Pessoas
Quando temos que apresentar a Dinâmica Pessoas em algum evento ou sessão, costumamos mostrar que tudo aquilo que normalmente é feito na área de gestão de pessoas hoje, segue um padrão ou modelo utilizado há pelo menos 20 ou 30 anos. Talvez a área de RH tenha sido a que apresentou uma menor evolução quando comparada ao marketing e à produção, por exemplo, já que as técnicas e metodologias seguem sendo, em sua maioria, as mesmas.
A base processual do RH vem de sua origem administrativa e gerencial, utilizando técnicas de caráter quantitativo para a resolução dos problemas organizacionais. A idéia, em tese, é simples: a motivação de todos os colaboradores está nos salários que recebem e em um bom ambiente de trabalho, ou seja, a relação seria direta e aplicável a todos. Dentro desta visão, um plano de cargos, contemplando uma política de remuneração variável com participação nos resultados é a chave para o sucesso de qualquer organização.
O que temos notado é que cada vez mais há uma individualização da gestão da produtividade. As empresas que conseguem obter melhores resultados através das pessoas, investem na análise e acompanhamento de cada um dos seus colaboradores. É óbvio é que praticamente impossível – analisando do ponto de vista financeiro e operacional – que uma empresa com 10.000 colaboradores cuide individualmente da realidade de cada um, mas é possível adotar práticas que visem compreender a visão particular, gerando ações coletivas para uma melhoria da saúde no trabalho.
E quando falamos em saúde trazemos à tona conceitos cada vez mais usuais como absenteísmo e presenteísmo, além de todas as demais doenças psicossomáticas e distúrbios relacionados ao trabalho, as quais, embora debatidas, ainda não são prevenidas ou corretamente tratadas.
Dentro desta visão, é que propomos uma nova abordagem para a gestão de pessoas, saindo do quantitativo coletivo para a análise individual, a qual proporcionará a adoção de práticas coletivas, mas qualitativas. Para isso, é necessário identificar os pontos chaves do ambiente organizacional que impactam na produtividade, atentando-se para as ações reativas que deverão ser empregas, mas sem esquecer que também podemos agir proativamente.
Robert Karch, profissional americano de reconhecimento mundial em promoção de saúde, afirma que “nem todas as empresas precisam investir em qualidade de vida, promoção de saúde ou coisa parecida, só aquelas que querem ser competitivas no século XXI”.
Se você gosta deste assunto, fique atento ao blog GestãoDinâmica.net, pois ele será cada vez mais frequente. Na semana que vem, vamos falar um pouco dos conceitos relacionados à saúde no trabalho.
Uma boa semana a todos e até lá.
Daniel Rios Viana
daniel@dinamicapessoas.com.br