Maturidade no mercado de trabalho
Ano a ano, milhões de jovens recém graduados são literalmente jogados ao mercado de trabalho, o qual se mostra cada vez mais predador. A carga de responsabilidade imposta pela sociedade em inexperientes profissionais de canudo na mão é reflexo das mudanças econômicas e sociais, os quais o mercado mundial vem passando há quase duas décadas. Saber encontrar o equilíbrio entre as qualificações exigidas e a maturidade emocional é e será a grande chave do sucesso.
O advento tecnológico preconizou uma mudança na conjectura mundial no que diz respeito aos modos e métodos de trabalho. Muitos colaboradores experientes acabaram sendo sufocados e engolidos por uma onda de tecnologia jamais observada. A rapidez de informações, agilidade na prestação de serviços e confecção de produtos eliminaram funções e cargos bastante importantes na indústria internacional.
Fora possível notar com grande saliência a busca por profissionais qualificados e por conseqüência o abandono de colaboradores sem experiência e pró-atividade. O mercado rumou para uma grande dependência de jovens, ainda em fase de amadurecimento pessoal e profissional.
Com políticas sociais de apoio à educação, o ritmo de formação de novos profissionais tornou-se exponencial e descontrolado. A oferta de vagas nas universidades nacionais, públicas ou privadas, por um lado é sinal de que o nível educacional do país cresce, mas em contrapartida falta uma preparação emocional para que estes estejam prontos e preparados para enfrentar o novo mercado de trabalho.
Esse novo mercado demanda pessoas com alta funcionalidade, capazes de integrar diferentes funções, com conhecimento de línguas apurado, com um portfólio de ferramentas de trabalho eficaz e com foco na geração de resultado. Entretanto o ritmo de abertura de novas oportunidades não acompanha esse levante de profissionais.
A verdade é que a concorrência é grande e complexa. Muitas pessoas qualificadas estão disponíveis no mercado a espera de uma oportunidade condizente com a sua qualificação. Além da necessidade de estar em constante atualização a chave para encontrar um lugar de destaque nas empresas é possuir maturidade emocional.
As pessoas que não exercitam a maturidade emocional acabam por vezes em funções divergentes da sua formação. Esta é causa do presenteísmo, um conceito de funcionários que não conseguem render o esperado porque sofrem influências de uma carga psicológica muito forte. Embora acredite que o desvio de função seja uma das principais causas de desmotivação e por conseqüência do presenteísmo, ele também pode ser proveniente de um clima organizacional ruim, problemas de saúde e pessoais. Pessoas descomprometidas com o ambiente organizacional empobrecem o quadro funcional de qualquer organização e em um curto espaço de tempo acabam perdendo seu espaço.
É preciso acima de tudo confiar nas suas qualidades sem deixar que experiências negativas tirem o foco de quem está em busca de empregos. Ter a paciência e objetivos claros representa um grande ativo em quaisquer processos de seleção. Os profissionais acima da média sabem que terão uma nova oportunidade e por isso mesmo conseguem encontrá-la.
Leonardo M Pérsigo
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